Naquele dia, o Cordeiro Mestre Jesus saiu da casa onde estava e sentou-se à beira de um grande lago, com a água espelhando o céu. Bichos de toda a floresta vieram ouvi-lo: coelhos curiosos, esquilos atentos, veados silenciosos, passarinhos pousados nos galhos baixos. A multidão de animais era tão grande, apertando-se na margem, que o Cordeiro precisou entrar numa pequena barca de pescador. Ali, sentado sobre a água parada, ele começou a ensinar — e seus ensinamentos vinham em forma de parábolas, que são histórias simples com um significado profundo escondido dentro.
Ele disse: “Ouçam. Um semeador saiu pelo campo para semear. Levava num saco a sua semente boa, e ia espalhando aos punhados, como sempre se faz.
Parte das sementes caiu ao longo do caminho, naquela trilha dura, batida pelos pés de quem passa. Ali a semente ficou exposta, sem poder afundar na terra. Então vieram os corvos famintos, bicaram tudo e levaram embora. Daquela semente não nasceu nada.
Outra parte caiu sobre solo pedregoso, onde havia só uma camada fina de terra cobrindo a rocha. Essa semente até brotou rápido, parecia animadora. Mas a terra era rasa demais, e a raiz não tinha para onde descer. Quando o sol do meio-dia bateu forte, o broto queimou e secou, porque não tinha raiz que o sustentasse.